Sialoendoscopia

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Sialoendoscopia: Estado da Arte no Tratamento de Doenças de Glândulas Salivares

– O que é a Sialoendoscopia?

A Sialoendoscopia foi introduzida no início da década de 90 para diagnóstico e tratamento de doenças das glândulas salivares, criada inicialmente para diagnóstico dos cálculos obstrutivos. Depois, como Sialoendoscopia de Intervenção, foi sendo uma alternativa mais conservadora à cirurgia de remoção das glândulas acometidas (parótidas ou submandibulares), tendo eficácia e utilização amplamente comprovadas por diversos autores na literatura mundial.

Recentemente a Sialoendoscopia também têm sido indicada para as doenças inflamatórias e não neoplásicas da glândulas salivares, incluindo a utilização para o tratamento das sialodenites actínicas crônicas como sequela do tratamento do câncer de tireoide com iodo radioativo, com resultados muito satisfatórios.

Assim, a Sialoendoscopia têm exercido um papel de diagnóstico e de tratamento efetivo através das remoções de cálculos, resíduos no ducto, debris, rolhas de muco, dilatações com instilação de medicamentos (corticóides e antibióticos) para o tratamento das doenças inflamatórias e obstrutivas das glândulas salivares.

A Sialoendoscopia também pode fornecer uma localização precisa da obstrução do duto salivar, sendo esta informação de valor prognóstico para a glândula, bem como permite um tratamento cirúrgico minimamente invasivo, podendo ser utilizado tanto em adultos como em crianças.

A maioria das doenças das glândulas salivares podem ser visualizadas pela ultrassonografia, em alguns casos pela tomografia ou pela ressonância magnética. Os cálculos, em grande parte, podem ser vistos pela ultrassonografia e tomografia, alguns pela radiografia simples e mais raramente pela sialografia. Tanto a tomografia como a ressonância podem localizar aproximadamente a obstrução. O tratamento clínico tradicional consiste em massagem das glândulas, hiperidratação ou uso de medicamentos anti-inflamatórios ou sialogogos em casos não obstrutivos.

 

– Quais são os sintomas de doenças de glândulas salivares?

Existem três pares de glândulas maiores que produzem saliva: parótida, submandibular e sublingual, e cerca de outras 2.000 unidades menores.

A inflamação, obstrutiva ou não, nas glândulas salivares pode causar:

– Dor na glândula afetada;

– Diminuição e/ou ausência de saliva na boca com perda da função da glândula;

– Aumento do tamanho das glândulas;

– Alteração da pele sobre as áreas inflamadas com vermelhidão;

-Risco de formação de abscesso;

– Febre com mal estar e fraqueza;

– Secreção purulenta ou muito viscosa.

 

– Indicações da Sialoendoscopia

As principais doenças que acometem as glândulas salivares são as os processos inflamatórios seguido das neoplasias e, nestes primeiros geralmente associados a cálculos ou estreitamento do ducto.

As possíveis indicações são:

  • Sialoadenites
  • Biópsias de glândulas
  • Presença de cálculos salivares
  • Cistos de retenção salivar
  • Estenose de ductos salivares maiores
  • Parotidites de repetição
  • Síndrome de Sjogren

 

– Vantagens da Sialoendoscopia

A Sialoendoscopia, como qualquer procedimento cirúrgico, embora mínimo, tem risco de complicações, mas ajuda a evitar muitas das outras grandes complicações, como os abscessos, a obstrução do ducto com perda definitiva da função e a cirurgia para a retirada das glândulas salivares. É considerada uma técnica muito segura e eficaz.

O pacientes que realizaram a Sialoendoscopia por quaisquer outras indicações obtiveram uma melhora da qualidade de vida após a sua realização, ou seja, obtiveram controle da doença por meio da Sialoendoscopia como diagnóstico e tratamento, obtendo até. com 85% de satisfação no questionário de qualidade de vida (Kroll et al).

 

 

– Sobre a técnica da Sialoendoscopia

A Sialoendoscopia foi desenvolvida em 1991 e tem evoluído com o avanço dos instrumentos e do aprimoramento das técnicas. A cirurgia consiste na introdução de um mini endoscópio de aproximadamente 1,0 a 1,3mm de diâmetro, contendo um canal para introdução de mini instrumentos (cana de trabalho), um canal para irrigação/aspiração e um canal para os elementos óticos. A anestesia pode ser geral ou em casos selecionados local.

Localiza-se a papila (submandibular ou da parótida) e após as manobras adequadas se introduz o sialoendoscópio, realizando-se os procedimentos adequados conforme cada situação.

Devido à precisão necessária durante a execução da técnica, deve ser realizada por cirurgiões de cabeça e pescoço ou otorrinolaringologistas adequadamente treinados e capacitados.

E como toda técnica relativamente nova, existe uma curva de aprendizado sendo fundamental um treinamento adequado por parte do profissional, incluindo o manuseio do material bem como da compreensão ampla das doenças e aplicações da Sialoendoscopia para selecionar bem os pacientes para aplicá-la com segurança.

 

– Produtos utilizados na Sialoendoscopia

1) Não descartáveis

  • TELEPACK, Torre de vídeo KARL STORZ
  • Endoscópio rígido KARL STORZ, AV=0°, D 0,75mm, C=16cm, autoclavável
  • Camisa KARL STORZ, D= 1,1mm, C=16cm, reta com rombo, canal de 1mm
  • Camisa KARL STORZ, D= 1,3 mm, Di= 1,1mm, C=16cm, oval, reta duas vias, canal de trabalho de 1,5mm
  • Camisa KARL STORZ, D= 1,3 mm, Di= 1,1mm, C=16cm, oval, reta duas vias, canal de trabalho de 0,65 mm e canal para endoscópio de 0,9mm
  • Pinça KARL STORZ, C= 15cm, boca angulada serrilhada
  • Pinça KARL STORZ, C= 15cm, boca com 2 dentes
  • Tesoura KARL STORZ, C=14cm, angulada, pontiaguda e romba
  • Dilatadores KARL STORZ, tamanhos 0000 a 8
  • Cones KARL STORZ, C=11cm e 14cm

 

2) Descartáveis

  • Fio Guia Descartáveis KARL STORZ
  • Cateter Balão KARL STORZ
  • Extrator de cálculo KARL STORZ